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"A respiração é sua maior amiga. Volte-se para ela em todos os momentos de preocupação e encontrará conforto, orientação e direção." (Mestre oriental)

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domingo, 26 de fevereiro de 2012

Humanização da Convivência

por Enildes Corrêa - omsaraas@terra.com.br  
 “No momento em que você começa a se amar, a se aceitar, esta mente que se apresenta como inimiga começa a ficar sua amiga.  Quando você se aceita, esta transformação acontece por si mesma e a mente começa a ficar silenciosa, naturalmente”. 
            Kiran Kanakia


Hoje, fala-se muito em respeito à diversidade para que haja paz na convivência humana. Porém, permanece a questão:  onde e como se aprende a importância de viver em harmonia e unidade com a vida que se expressa através de nós e de tudo e todos que nos cercam? 

Será que somos ensinados de forma efetiva a aceitar, a compreender, a valorizar e a respeitar cada pessoa na sua própria e única expressão, independentemente de raça, nacionalidade, religião, credo, orientação sexual e status social?  Temos aprendido que cada pessoa é uma expressão única, original, singular e necessária à vida do jeito que é? Que não somos fotocópias uns dos outros, mas sim, uma obra-prima de Deus?

Dessa forma, querer que alguém de expressão de natureza A seja igual a de natureza B é reprimir e sufocar a singularidade, os talentos e a potencialidade de cada expressão. A  comparação é um veneno para a autoestima.

E muitos, ao sentirem a rejeição no ambiente familiar, escolar, profissional e social, adquirem a doença do “tornar-se” alguém diferente de si próprio. Não aceitar e negar a própria expressão faz nascer o ódio por si mesmo ao invés do amor. Essa é uma das raízes do ódio interno, e, consequentemente, será manifestado na relação com o outro, no convívio social.

O “tornar-se” exige grande esforço e cria distúrbios psicológicos, que deixam a visão turva e cria uma percepção distorcida da realidade.  Um dos maiores desconfortos que um indivíduo pode ter é a não aceitação de si mesmo, o que acarreta muitas tensões e perturbações emocionais, mentais e energéticas. O amor não floresce nessa condição de não aceitação.

O ser humano tem necessidade de ser aceito, acolhido, reconhecido e amado do jeito que é, o que contribui para seu estado de felicidade e fortalecimento interior – quer seja criança ou adulto. Aliás, acolher incondicionalmente alguém com consideração é um ato sagrado.

A humanização da convivência passa obrigatoriamente pelo ato de acolher o próximo de igual para igual, com compreensão e respeito à diversidade de cada um. Vale lembrar estas palavras de Gabriel Garcia Márques:  Aprendi que um homem só tem o direito de olhar o outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se. 

Para que haja paz no convívio social ao invés de conflitos e agressões é essencial  aprender desde cedo a relacionar consigo mesmo de maneira harmônica.  Para tanto, a autoaceitação com amor é o principal entendimento.

A autoaceitação em nível físico, emocional, mental e espiritual fortalece a autoestima e a autoconfiança, constroi a base da amizade interior, mantêm-nos simples, relaxados, criativos e permite-nos viver em sintonia com a vida que se manifesta no aqui e agora. A autoaceitação – o Sim para a nossa expressão -  propicia-nos uma constante sensação de preenchimento e assentamento interior.  Assentamo-nos no conforto e no silêncio do nosso Ser - bálsamo para as nossas inquietações e angústias.   

Para sermos amigos de nós mesmos e tratarmos o outro como semelhante ao invés de concorrente, é fundamental esse primeiro passo, dado dentro de nós. Então, torna-se natural a prática do ensinamento que Jesus Cristo nos deixou:  Ama o próximo como a ti mesmo.  

Ao crescermos em autoaceitação, todas as virtudes que buscamos manifestam-se em nós por si mesmas.  Contudo, este é um ensinamento que passa distante da família, das escolas e das religiões, lamentavelmente. E essa deveria ser a aula inaugural na nossa educação, pois a escada que nos conduz ao alto, ao despertar da consciência plena, à harmonia e comunhão com toda a Existência é construída a partir deste primeiro degrau.

Kiran Kanakia, místico sufi indiano, estimula-nos com seu exemplo: 

No dia em que me tornei amigo de mim mesmo, todos se tornaram meus amigos.  Não há ninguém que esteja abaixo ou acima. Somos todos expressão da vida, daquela divindade. Mas você tem que vir para o ponto em que se torna amigo de si mesmo.

Namastê!

05/10/2011

BENEDITA ENILDES DE CAMPOS CORRÊA é Administradora, Prof. de Yoga e Terapeuta Corporal Ayurveda com formação e especialização na Índia. Ministra seminários vivenciais na área de Qualidade de Vida e Humanização da Convivência a organizações governamentais e privadas.  E-mail:  omsaraas@terra.com.br 

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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Mangueiras Prenhes

por Enildes Corrêa - omsaraas@terra.com.br            
“Sente-se consigo mesmo na natureza e dialogue em comunhão com ela. Observe, por exemplo, o movimento do oceano, as diferentes expressões da natureza – as aves, as árvores. A observação acontecerá naturalmente. Será a sua própria sabedoria, melhor do que milhares de livros. Leia os livros da natureza. Uma sutil transformação começará a acontecer”. Kiran Kanakia

Estamos na época da floração das mangueiras e é um presente para os olhos vê-las florir. Em Cuiabá, elas estão presentes em quase todos os lugares, e saltam aos nossos olhos.

Contemplá-las, em especial neste período, agrada-me e revigora-me imensamente, ainda que em rápidos momentos dentro do carro, nas paradas obrigatórias de sinal vermelho ou pelo constante congestionamento do trânsito de nossa capital.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Sabedoria de um Ancião Cuiabano

por Enildes Corrêa                            
"Meu entendimento de sufi é uma pessoa que está absolutamente em estado de relaxamento. Quem está em harmonia e em sintonia com a vida é um sufi." Kiran Kanakia
Este artigo é voltado para o Sr. Hélio Corrêa da Costa, uma reverência desta sua filha que ama e respeita profundamente esse sábio ancião cuiabano. Reconheci sua sabedoria após 30 anos de convivência, consequência, principalmente, de uma longa caminhada em direção ao autoconhecimento, o que me permitiu receber a dádiva de ir e ver além das aparências.

Seo Hélio, como é conhecido, tem 78 anos, é um pequeno pecuarista que conhece cada animal que lhe pertence.  Ao nascer um bezerro, ele lhe dá um nome, do qual nunca se esquece. Ama a sua profissão de pecuarista e o trabalho transformou-se em ponte de transcendência espiritual. Sua relação com a terra e com os animais não é de exploração, mas de cuidado e amizade, o que os distingue visivelmente de outros da região. Aliás, a atenção e o cuidado estão presentes em tudo que faz, porém sem apego a nada. Tais qualidades no seu jeito de ser e de viver me reportam a alguns princípios do zen-budismo.  Vejo nele também as características de um sufi, pois sua vida tem a profundidade, a pureza e a beleza do simples.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Avó - mãe com mel

por Enildes Corrêa
"E quando você vai embalar o menino e ele, tonto de sono, abre um olho, lhe reconhece, sorri e diz: ‘’, seu coração estala de felicidade, como pão ao forno". Raquel de Queiroz
"Qualquer experiência que lhe dá o toque da bem-aventurança, silêncio, alegria, lhe abre a porta para a alegria da Existência". Kiran Kanakia
"Os pais são jardineiros para os filhos. Deixe a criança crescer por si mesma, na sua própria expressão. Não dê respostas prontas para as crianças. Deixe a criança conhecer o seu próprio Deus". Kiran Kanakia 
A vida presenteou-me com um casal de filhos e um neto. De acordo com o dito popular, avó é mãe duas vezes ou mãe com açúcar.  Gosto de dizer que avó é mãe com mel.  Eu mesma fui alvo desse carinho feito de mel por parte da minha avó materna – Bárbara –, a ponto de ela, antes de partir, pedir aos meus pais, firmemente, para que me tratassem sempre com muito amor. Essa foi uma de suas últimas recomendações. Hoje, compreendo perfeitamente a intensidade de sua afeição. 

Meu neto desperta em mim sentimentos incrivelmente ternos e doces. Quando olho a sua pequena e adorável figura, sinto um jorrar de puro amor sair de meu coração, que transborda em bênçãos que se estendem a todos os meus. O amor é uma proteção espiritual natural e poderosa que a mãe dá à sua prole. 

O nascimento  dos filhos e netos é determinante na expansão de nosso potencial afetivo. Entretanto, quando os filhos nascem, geralmente ainda somos bem jovens e imaturos como um fruto verde. Os netos, por sua vez, já nos encontram, quase sempre, mais amadurecidos emocionalmente e prontos para o amor. Então, nós, avós, ofertamos aos netos o vinho do afeto de uma safra mais velha e nobre, sedoso, de qualidade superior,  e que os nossos próprios filhos ajudaram a elaborar.

Ao lado de meu  querido netinho, sinto a vida ser intensificada dentro e ao meu redor. Suas risadas, sua voz, suas conversas, suas perguntas inocentes, seu jeito de olhar e de falar, suas diversas e inesperadas expressões faciais têm o poder de me encantar, momento a momento. Muitas de suas expressões fisionômicas estão fotografadas na minha memória, naquela  parte que o tempo não apaga.

Fico a indagar-me como uma criatura de tão pouca idade pode deixar-me duplamente feliz em sua companhia. Quando ele chega a minha casa, parece um arco-íris que entra pela porta da sala e vai pintando cada cômodo de vida e de graça. Junto do meu “Pingo Dourado”, “Pinguinho de Ouro” ou “Pequeno Buda”, como gosto de chamá-lo, as pequenas coisas têm sabor de paraíso. Contar-lhe histórias infantis, observá-lo brincar com a bola e dar seus incríveis e certeiros chutes, passear no Parque Mãe Bonifácia, caminhar pelo bairro onde moro com a cachorrinha Luma de que ele tanto gosta, ver os passarinhos cruzarem de um lado a outro das ruas e pousarem nas árvores são coisas simples, mas que me dão uma imensa satisfação interna. Uma agradável e abençoada sensação de me sentir inteiramente presente no momento, conectada com a vida, feliz e em paz, sem nada a pedir, sem nada a desejar. Bendigo a Existência e abraço, com infinita gratidão,  a harmonia e o silêncio desses instantes.

Quando brincamos, corremos e gargalhamos juntos, sinto-me tão alegre e jovial que, de repente, procuro a  avó e não a encontro. Vejo apenas um ser humano sem nenhuma identificação com a  idade cronológica, que renasce em cada encontro com essa criança, desde o seu nascimento.

Estou cada vez mais consciente de que a aceitação e acolhida da vida, permite-nos entrar e caminhar na terra encantada do Shangri-lá.  E as pequenas coisas do cotidiano estão cheias de potencialidades de plenitude e celebração. São janelas que descortinam, inesperadamente, o Shangri-lá diante de nós, desde que estejamos relaxados, inteiros  e motivados em cada ato nosso.

Estar presente e total na convivência com o meu neto me tem propiciado conhecer o doce sabor de ser avó. Através do meu amado rebento de segunda geração, Eduardo Augusto, comungo ainda mais com todas as crianças. Torço para que as novas gerações tenham a graça de viver em sintonia e comunhão com a Vida,  de olhos abertos para ver a beleza de cada dia que nasce. Alimento o desejo profundo de que convivam num mundo bem mais equilibrado e amoroso que o atual. Que cumpram a grandiosa e simples missão de revelar a presença do amor e da  harmonia em suas existências!

06/08/2007

ENILDES CORRÊA é Administradora, terapeuta corporal Ayurveda e professora de Yoga com formação e aperfeiçoamento na Índia. Ministra seminários vivenciais a organizações governamentais e privadas na área de Qualidade de Vida e Humanização da Convivência. Autora do livro Vida em Palavras. 

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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Meditação - Sintonia com a Vida

Enildes Corrêa 
"Meditação significa consciência, estar desperto para o momento. Permanecer consciente é meditação. Quando você está consciente, não há esforço. E essa consciência só vem quando você aceita a si mesmo. Estar consciente torna-se tão fácil quando você se aceita". Kiran Kanakia
"Meditar nada mais é do que voltar para casa e descansar um pouco lá dentro.  Não é o canto de um mantra, nem mesmo uma prece; é simplesmente voltar para casa e descansar um pouco. Osho                                                                                                                                                                                                               
A meditação tem despertado cada vez mais interesse no Ocidente, sendo, inclusive, objeto de estudos e  pesquisas científicas na área da saúde. Contudo, ainda há muita falta de informação e são grandes os mal-entendidos que cercam esse ensinamento tão antigo quanto a própria humanidade, enraizado e disseminado no Oriente.

Embora seja um tema difícil de ser explicado, uma vez que se trata fundamentalmente de uma experiência interna, subjetiva, proponho-me a abordá-lo a partir da minha própria vivência.

Meditação é conexão com a vida, interna e externa. Meditação é silêncio interior. E esse silêncio só se manifesta se houver aceitação e acolhimento do momento presente tal como é, dentro e fora de si. Sem essa condição, prevalecem os conflitos, as tensões, as divagações mentais e não o silêncio. A aceitação da natureza da vida com compreensão é transformadora, ajuda a descomplicar, a relaxar e a equilibrar o nosso viver, conectando-nos com o estado interior natural de harmonia e felicidade.

E fazer meditação é diferente de estado meditativo, o qual é a nossa natureza. Kiran Kanakia nos explica melhor:
  
“Meditação é o conceito mais incompreendido. As pessoas estão perguntando a partir de uma compreensão equivocada, ou mal-entendido: concebem a palavra meditação como uma técnica, como algo para fazer.

Fazer meditação como uma técnica é uma coisa e meditação, em sentido real, é outra.  São entendimentos diferentes. Quando usamos a palavra meditação, em sentido real, referimo-nos a um estado meditativo, que é o nosso estado natural, o qual não pode ser trazido através de nenhuma técnica, esforço ou qualquer coisa que se faça.  Ele já está lá, mas tem sido escondido ou suprimido por causa de algo, e esse algo é a mente.  

O estado de meditação é o estado de relaxamento. Ele o relaxa muito e lhe dá um silêncio interior profundo. E silêncio é a expressão desse estado. Assim, você está absolutamente naquele estado além da dor, além do prazer. Esse é o estado de bem-aventurança.

E o que é o estado de harmonia?  Harmonia é o fluxo do amor que a aceitação da vida traz.

Quando você começa a aceitar a vida do jeito que ela é, essa aceitação lhe traz de volta  a harmonia. E harmonia é o fluxo do amor.  Então, você não precisa de nenhum outro poder.”   

Os sábios dizem que, quando oramos, nós falamos com Deus. E, quando meditamos,  nos silenciamos para ouvir a voz de Deus. Assim, não se trata de refletir, de rezar ou entoar mantras. Meditar não é concentrar, pois não é ação mental. É atenção sem esforço, o que é diferente de concentração. Meditar também não é pensar ou visualizar algo e, sim, ir além dos pensamentos e imagens. Simplesmente estar presente, consciente e testemunhar o que acontece internamente, mantendo um desprendimento do que quer que se perceba: sensações corporais, pensamentos, imagens, desejos, emoções, humores, sentimentos. Nessa observação silenciosa, sem apegos e julgamentos de qualquer natureza, corpo e mente se acalmam, aquietam-se e a paz se manifesta em nossos corações. A confusão desaparece e a ordem interna se instala.

Outro aspecto que vale a pena esclarecer é que meditação não é somente sentar-se em postura de lótus, fechar os olhos e assim ficar por um determinado tempo, sem proposição de metas a serem alcançadas. Se um indivíduo colocar a totalidade do seu ser em qualquer tarefa do cotidiano, entrará em estado meditativo.  É uma consequência de estarmos inteiros, presentes, motivados e sem conflitos naquilo que fazemos.

Quando ia à fazenda do meu pai, costumava observá-lo executar os seus afazeres. Seu trabalho sempre primou pela qualidade.  Eu percebia que papai permanecia inteiramente presente em tudo que realizava, sem preferência entre as tarefas mais fáceis e as mais difíceis de serem executadas.  Na minha memória, a lembrança do doce de leite de qualidade ímpar que ele fazia. Enquanto mexia com a colher de pau o leite colocado num grande tacho de cobre, sua fisionomia quase não se alterava, transmitindo muito centramento. Dentro dele, com certeza, não havia divisão nem tampouco distração ou pensamentos sobrevoando em sua cabeça. Mantinha-se totalmente absorvido pela ação que executava, o que dava como resultado um doce de leite de sabor único, passando algo de extraordinário.     

Esse é um dos segredos para se atingir patamares de excelência em qualidade, seja na elaboração de produtos ou na prestação de serviços: gostar e estar presente, total naquilo que se faz. Nessas condições, o trabalho deixa de ser um fardo e pode transformar-se em  meditação que acontece naturalmente, sem esforço.  Dessa forma, a pessoa adquire mais e mais clareza mental, torna-se assertiva e também mais sensível, criativa, integrada ao seu entorno de maneira mais equilibrada e harmônica.

Porém, na loucura da pressa, na luta pela sobrevivência, do ter que fazer, envolvidas por um turbilhão de atividades, as pessoas se esquecem até da própria existência;  rígidas e identificadas com a tensão do fazer, permanecem num movimento automático e mecânico, tenso e inconsciente, que lhes tira o sabor de estarem  vivas. 

Por outro lado, a sabedoria, a criatividade e o amor manifestam-se como uma dádiva para as pessoas que adquiriram qualidade e totalidade de presença em tudo o que fazem, seja riscando um palito de fósforo, seja acendendo o fogo de uma grande fornalha.

Osho afirma:

Meditar significa sair dos desejos, sair dos pensamentos, sair da mente. Meditar significa relaxar no momento, no presente. Meditação é a única coisa do mundo que não é escapista, embora se pense que é a mais escapista que há.  As pessoas que condenam a meditação sempre a condenam argumentando que ela é escapista, que foge da vida.  Estão simplesmente dizendo absurdos; não compreendem o que estão dizendo. Meditar não é fugir da vida:  é fugir para a vida. Meditar é abrir os olhos, meditar é olhar.

ENILDES CORRÊA – Administradora e Terapeuta Corporal Ayurveda. Autora do livro Vida em Palavras. Ministra seminários e palestras vivenciais a organizações governamentais e privadas na área de Qualidade de Vida e Humanização da Convivência.